Doação de bens
O Ministério Público do Trabalho da 11ª Região informa que está disponível para doação bens da antiga sede, conforme relação disponível no link abaixo. A referida doação obedecerá a Instrução Normativa nº 001/1993/SG/SA/MPF.
O Ministério Público do Trabalho da 11ª Região informa que está disponível para doação bens da antiga sede, conforme relação disponível no link abaixo. A referida doação obedecerá a Instrução Normativa nº 001/1993/SG/SA/MPF.
Computadores e impressoras foram obtidos por meio de execução do TAC firmado com transportadora
Este ano a operação será intensificada com foco também no combate ao trabalho infantil

Este ano, o Ministério Público do Trabalho, que já esteve fiscalizando os galpões de confecção das alegorias nos meses que antecedem o festival, volta a vistoriar as atividades dos artistas já na praça dos bois, durante o translado das alegorias para o bumbódromo e durante a entrada das agremiações na arena, nos dias 28, 29 e 30 de junho.
Os procuradores se dividirão em duas frentes de trabalho para tentar garantir os direitos sociais dos trabalhadores de um modo geral e combater a exploração da mão de obra de crianças e adolescentes.
Outra categoria de trabalhadores que ganhou a atenção do órgão Ministerial foi a de catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis. O MPT, juntamente com a Prefeitura de Parintins e a associação de catadores de materiais recicláveis, traçou um plano emergencial para tentar reduzir o impacto de geração de resíduos durante o Festival. Para isto, os catadores passaram por um cadastramento e vão poder trabalhar recolhendo latinhas, por exemplo, dentro do bumbódromo. Os credenciados se comprometeram a não levarem crianças ou adolescente para acompanhá-los sob pena de perderem o credenciamento para os próximos anos.
A medida, apesar de emergencial, já faz parte das articulações que o MPT vem realizando para tentar inserir os catadores de materiais recicláveis e reutilizáveis no processo de gestão dos resíduos sólidos e para tentar garantir uma remuneração justa e um meio ambiente de trabalho digno a esses trabalhadores.
Gelocrim solicitou que notícia contendo informações sobre ACP ajuizada contra a empresa fosse retirada do site do MPT, mas justiça negou o pedido
A empresa Gelocrim Indústria e Comércio LTDA tentou, por meio de medida liminar, cercear o direito de expressão e até mesmo o da liberdade da imprensa ao pedir, judicialmente, que fosse retirada da rede mundial de computadores, especificamente do site do Ministério Público do Trabalho (internet – site http://portal.mpt.gov.br) notícia veiculando o nome da empresa.
O pedido liminar foi negado pela Justiça Trabalhista do Amazonas que ratificou os objetivos constitucionais e institucionais do Ministério Público do Trabalho.
Entenda o caso
No dia 8 de março de 2013 foi publicada na página eletrônica do MPT 11ª Região (www.prt11.mpt.gov.br) a notícia com o título “Liminar determina o cumprimento de normas de segurança na Gelocrim”.
A matéria descrevia a obtenção de liminar favorável ao MPT em Ação Civil Pública ajuizada em face da Gelocrim. Na ocasião, foi determinado que a empresa cumprisse com normas de saúde, higiene e segurança dos trabalhadores e que aplicasse regras indispensáveis para a garantia da redução dos riscos de trabalho, pois o descumprimento das normas de segurança já tinha causado a morte de um trabalhador na empresa, em 2007, e de outros vários acidentes de trabalho. Também foram explicados na matéria que as irregularidades constatadas durante fiscalizações e diligências poderiam expor os trabalhadores a situações de acidente como o soterramento por materiais armazenados ou empilhados de maneira errada e em local inadequado, queda de alturas devido a inexistência de plataformas seguras, esmagamentos, desmembramentos e lesões de natureza grave nos membros. A Gelocrim ficou sujeita ao pagamento de multa no valor de 10 mil reais, caso durante as inspeções realizadas, fosse constatado o descumprimento das ordens.
Durante a defesa no processo da ACP, a Gelocrim solicitou, em caráter liminar, que a matéria jornalística, formulada pela assessoria de comunicação do órgão ministerial, fosse removida da internet. O pedido não foi acatado pela justiça trabalhista e a matéria ainda encontra-se disponível no site da Procuradoria Regional do Trabalho da 11ª Região.
O Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT 11.ª Região), por meio da procuradora do Trabalho e coordenadora regional da Coordinfância (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente), Alzira Melo Costa, participou na manhã desta quarta-feira, 12 de junho, da caminhada de combate ao trabalho infantil que culminou com a assinatura pelo Prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, de uma carta de intenção, onde o município reafirmou o compromisso em acabar com a exploração da mão de obra infantil.
A procuradora do Trabalho esteve presente ao ato e reiterou o posicionamento do órgão ministerial na luta para erradicar o trabalho de crianças e adolescentes. Segundo Alzira Costa, a realidade do trabalho infantil traduz uma intolerável violação à diversos direitos fundamentais da criança, como o de brincar, ter acesso à esporte, lazer e educação de qualidade. Alzira Costa frisou também a importância de denunciar a prática. “Convido a sociedade manauara à denunciar as situações de trabalho infantil pelo disque 100. A ligação é gratuita e o usuário não precisa se identificar. Faça bonito você também e diga não ao trabalho infantil”, alertou a procuradora.
A mobilização teve início no Centro de Convivência da Família Magdalena Arce Daou (Avenida Brasil, bairro Santo Antônio, zona oeste da cidade) e seguiu até a sede da Prefeitura Municipal de Manaus (Avenida Brasil, bairro Compensa I, também na zona oeste). Com o objetivo de dar visibilidade ao enfrentamento à exploração do trabalho infantil, a caminhada, reuniu cerca de mil crianças e adolescentes, dos projetos jovem cidadão e vira vida e das escolas estudais e de grupos dos Centros de Convivência da Família, além de autoridades, parceiros e entidades envolvidas com a causa.
O evento fez parte da programação da Caravana do Norte Contra o Trabalho Infantil, que este ano tem um enfoque maior no combate ao trabalho infantil doméstico, onde é mais difícil fiscalizar e proibir. Desde o dia 10 de junho, várias atividades estão sendo realizadas em Manaus. A programação da Caravana do Norte se estende, ainda, para a Região Metropolitana, com agenda até o dia 15 de junho encerrando no município de Presidente Figueiredo.
A caminhada teve modelo de desfile de escola de samba, com direito a samba-enredo, comissão de frente, alas, mestra-sala, porta-bandeira e bateria.
Após o percusso, já no auditório da prefeitura, o Prefeito de Manaus, Artur Virgílio Neto, recebeu das mãos das crianças e adolescentes participantes da caminhada, um cata-vento, símbolo nacional da luta contra o trabalho infantil que ressalta o lúdico e a alegria presentes na vida das crianças.
No período da tarde, a procuradora do Trabalho, Alzira Costa, participou de uma audiência pública no plenário da Câmara Municipal de Manaus, proposta pela vereadora Therezinha Ruiz onde também se discutiu a Erradicação do Trabalho Infantil.
Alzira ainda ressaltou que para acabar com o trabalho precoce é necessária uma atuação integral e integrada de todos aqueles atores encarregados da defesa dos direitos dos jovens e de igual modo, os programas sociais e de erradicação do trabalho infantil, do Governo Federal, administrado pelos municípios. "Daí a importância da reflexão - TRABALHAR É PARA ADULTO e BRINCAR, TER ACESSO A ESPORTE, LAZER E EDUCAÇÃO DE QUALIDADE são direitos de toda criança seja ela filha de rico, seja ela filha de pobre”, finalizou.